Eleições para diretor e concurso público estão propensos a não acontecer em 2011


Fomos surpreendidos com a visita da coordenadora do Sind-UTE , Beatriz Cerqueira em Montes Claros, ontem(03/12/2010) Soube pela manhã na escola do encontro e, não podia perder a oportunidade de saber a veracidade dos fatos, olho a olho com a diretoria central. Pensei que viria parte da direção, mas não, o encontro foi só com ela( e esta parte foi engraçada, o evento não ocorreu na subsede do Sind-UTE que fica no centro de MOC, mas numa escola de bairro) Mais surprendente foi a ausência na dita reunião de grande parte da diretoria local. Soube que alguns atos isolados da direção local durante e após a greve haviam aborrecido por demais a chefia. Parece que Beatriz desconhece a luta do norte de Minas, região bastante combativa que só sai da greve na última martelada/fraqueza da categoria. Mas, como nunca fiz parte da diretoria de MOC fui ouvir explicações sobre o subsídio e pela fala dela, o seu propósito é percorrer o estado inteiro para "esclarecer "a categoria e uni-la! Próposito bacana ...

Bem, a mulher chegou em grande estilo, sozinha, para explicar o subsídio, mas foi recebida por uma platéia mínima: umas cinquenta vítimas que haviam saído do serviço num dia pra lá de quente. Demorouuuu para entrar no recinto, pensei que ela esperava dos caipiras aqui do interior uma salva de palmas (rs) Mas felizmente isso não ocorreu. Bem, sempre aparece um bufão de última hora para dizer que ela é maravilhosa e que é pra ficar lá cem anos. Mas ficou neste só; um professor às vésperas da aposentadoria e esperançoso, pra não dizer embaraçoso.

O discurso

Beatriz foi verdadeira, falou que o subsídio foi a única saída que restou a categoria, que a Lei não contemplava uma parte, mas atendia a outra. ( sacrificaram alguns para salvar outros tantos ). Falou na construção da unidade( interessante que ao aceitarem o subsídio dividiram a categoria ao meio( segundo ela, isto de categoria dividida é anterior ao governo dela) Palmas para ela: uns foram beneficiados , outros para o inferno.
Sugeriu sutilmente que a turma antiga( e eu nesta) opte pela antiga carreira, até aí nenhuma novidade.
Que os aposentados aguardem( o povo tá quase louco na escola) e tem que esperar o ano que vem, sob pena de sair mais massacrados ainda. Isto também não está claro para ela, é apenas uma suposição. de uma fala técnica, muito semelhante aquela do povo da SEPLAG.

Enfim, falou o que todo mundo já sabia, a única novidade é que ela mesmo não sabe quase nada do subsídio( achei esta parte bem interressante) vem por aí as tais leis complementares para ajustar o subsídio. Com certeza, os ajustes não serão nada favoráveis para nós.
MAS ISTO ELA TAMBÉM NÃO SABE!

Quanto ao concurso público, bem ela não sabe se acontecerá( pensei que estava amarrado no tal acordo de greve) mas ela acha que a categoria deve lutar para ficar na legalidade , ou seja, fazer o concurso público; quando ele ocorrer... Bem, só um condenado para querer permanecer na Lei 100.

Quanto a eleição para diretor de escola? Também não sabe se ocorrerá. Mas garantiu na justiça que a turma que não havia renovado a certificação tivesse o direito de participar do processo. Mas entre garantir que a turma fizesse a certificação e garantir eleição pra diretor no ano que vem tem uma longa distância. Se vai ter ou não eleição, só Deus sabe, ou melhor só Anastasia e sua turma. E eu aqui ingênua pensando que estes pontos simples tivessem sido costurados no tal acordo de greve. Que fiasco! E há quem diga por aí que a greve foi maravilhosa!!!!

Ao sair do local , minha sensação pessoal era de derrota, falta de respostas e uma coordenadora com perfil bastante frágil , que está percorrendo o Estado sozinha, tal qual Alice, aquela do filme: Alice no país das Maravilhas, que vai do sonho ao pesadelo da vida real( Cadê o resto da diretoria estadual?) Onde estavam os companheiros de anos de luta da direção local? Por que não foi feita a reunião na sede própria do Sindicato? Incógnito! Bem, ficou claro para mim que estamos mesmos divididos. Lamentável!

Posso estar sendo injusta com meus companheiros de luta, mas espero que venham educadores melhores, mais aptos para negociar com o governo e que nos próximos dois anos possamos escolher uma nova direção sindical para Minas Gerais, mais combativa, coesa e firme para fazer frente a este governo que tem 4 anos pela frente. Este é meu pensamento.


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2 comentários:

  1. Cristina Costa disse...:

    Marly, estou de queixo, como dizem meus alunos.Realmente e infelizmente, ninguém sabe nada mesmo em relação ao nosso futuro profissional!
    Estou cada vez mais decepcionada e sem esperanças.
    Vamos ver o que nos aguarda.
    Bjs!
    Cristina

  1. Marly Gribel disse...:

    Veja a que ponto chegamos Cristina, sem respostas comncretas para nada. Desecanto é o que sinto neste momento específico! Bjs

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Professora de história, pós - graduada em história geral pela UFMG e em Novas Tecnologias na educação pela UNIMONTES.

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